Avançar para o conteúdo principal

Calorias que vêm nos rótulos dos alimentos podem ser falsas

Particularmente, acredito que "possa ou não" existir um desvio para mais ou para menos nos cálculos calóricos dos diversos produtos alimentares,  pois estes envolvem muitos fatores: peso, forma de preparo, fonte dos nutrientes e outros itens. Entretanto não se pode generalizar e confirmar que todos os rótulos contenham informações "totalmente falsas" pois ainda não existe uma forma precisa,  padronizada para avaliar esses calcúlos de calorias das rotulagens dos alimentos. 
Para a afirmação contida no título da reportagem, acho que  é preciso maiores estudos e confirmações científicas. 
 O  importante para o consumidor é estar atento as diversas informações e procurar tirar as suas dúvidas com um especialisata em Nutrição/Saúde. Segue estudo:

"Nutricionistas alertam: calorias que vêm nos rótulos são falsas
Cadeias de fast-food servem, em média, mais 18% das calorias do que dizem ter, revela estudo
É apenas uma amostra, mas pode ser reveladora. Nos Estados Unidos, um estudo publicado este mês na revista "Journal of The American Dietetic Association", a maior organização de nutricionistas do mundo, revelou uma verdade inesperada: as refeições baixas em calorias servidas nos restaurantes e os congelados light comprados nos supermercados podem conter mais calorias do que os rótulos indicam.
Um grupo de investigadores da Universidade de Tufts, Massachusetts, EUA, analisaram 29 refeições com menos de 500 calorias servidas em cadeias de fast food e em restaurantes tradicionais da área de Boston - mas com distribuição em todo o território dos Estados Unidos - e concluíram que têm em média mais 18% das calorias anunciadas. Já as dez refeições congeladas baixas em calorias continham mais 8% de calorias do que as indicadas no rótulo.
"Todos os produtos industrializados e que implicam manipulação humana" podem ser sujeitos "a erros" nos rótulos, alerta a presidente da Associação Portuguesa de Dietistas, Graça Raimundo. "Mesmo os produtos naturais e frescos têm alterações nutricionais devido à forma como são produzidos. Questões como a fertilização dos terrenos ou o controlo de qualidade condicionam o valor nutricional", acrescenta.
Uma pessoa que precise de duas mil calorias por dia, se as aumentar 5% pode engordar 4,5 kg apenas num ano, alertam os autores da investigação. No entanto, "são necessários mais estudos para ver se é um problema nacional [dos EUA]", apontou a cientista responsável e especialista em nutrição, Susan B. Roberts.
"O importante é perceber de que modo as empresas que produzem estes produtos alimentares chegam aos valores nutricionais publicados. Este trabalho técnico deve ser desenvolvido por dietistas que nem sempre estão presentes nas equipas técnicas destas empresas. Esta é a realidade em Portugal e nos Estados Unidos", aponta Graça Raimundo. Nos dois países, "o controlo não é sistemático, é mais esporádico. Nos restaurantes, a produção não é em massa e é muito difícil fazer o controlo", alerta.
Estudo em Portugal
Os especialistas em nutrição defendem a realização de um estudo semelhante em Portugal. "Estamos habituados a confiar nos rótulos dos alimentos devido à fiscalização [europeia], mas devia haver uma instituição credível a elaborar um estudo idêntico para tranquilizar a população", defende a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento, surpreendida com o resultado "num país com controlo rigoroso". "