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Diarréia: Causas, Sintomas e Tratamento





Diarreia é a presença de fezes amolecidas ou até líquidas nas evacuações. Normalmente não são graves e prolongam-se pelo máximo de sete dias.
A diarreia é classificada em Aguda, quando dura até 4 semanas e cronica, quando leva mais tempo do que isso para melhorar. Esta classificação tem importância por que o tratamento e a investigação de cada um dos tipos é diferente.
Causas:
- Infecções por vírus, bactérias ou parasitas. Porém, para as pessoas que seguem um padrão de higiene mínimo e não se alimentam em lugares públicos, a tendência é adquirir somente a forma viral da doença, que é transmitida em lugares fechados.
Beber água contaminada ou alimentos estragados.
Alergias.
Alguns medicamentos, incluindo antibióticos.
Doença inflamatória intestinal.
Sintomas:
Uma diarreia pode conduzir à ocorrência de desidratação, que consiste na perda acentuada de água e sais minerais do corpo. Esta pode ser identificada a partir dos seguintes sintomas:
Olhos encovados.
Pele seca.
Boca seca.
Fralda seca por mais de três horas (em caso de bebés.)
Criança sem urinar por mais de seis horas.
Fraqueza e choro fraco.
Irritabilidade e indisposição.
Tratamento e conduta nutricional
O tratamento da diarreia consiste essencialmente, em cuidados com a alimentação.
Evitar alimentos fritos e gordurosos.
Aumentar a ingestão de água.
Evitar a ingestão de bebidas doces.
Cuidados nutricionais durante episódios de diarreia infantil*
Apesar de corriqueira, a diarreia pode evoluir para desidratação grave e desnutrição. A doença é responsável pelos principais motivos de internação hospitalar e pelos elevados índices de mortalidade infantil em todo mundo. Nos dias atuais, temos as infecções por rota vírus como a causa mais frequente de diarreia infantil. Infecções parasitárias, intolerâncias e intoxicações alimentares também figuram entre as causas mais comuns da doença diarreica.
A síndrome diarreica, além da desidratação, causa perda importante de apetite e má absorção de nutrientes, comprometendo o estado nutricional da criança e aumentando a gravidade da doença. Práticas inadequadas na condução do tratamento, como a suspensão da alimentação ou a manutenção de dietas com baixa oferta calórica podem causar prejuízos ao desenvolvimento e ao crescimento infantil, agravando a desnutrição e conduzindo a um desfecho negativo em alguns casos.
O ponto mais importante no tratamento da diarreia infantil é a hidratação adequada. O soro caseiro deve ser oferecido assim que os primeiros sintomas aparecerem, podendo ser oferecido aos poucos, após cada episódio diarreico.
A formulação do soro caseiro deve ser cuidadosamente preparada para não causar efeitos adversos. Assim, a recomendação é que se utilize uma medida padrão para o preparo adequado. A receita é simples. Uma medida pequena de sal, duas medidas grandes de açúcar dissolvidas em um copo de 200 ml de água filtrada ou 1 litro de água, 1 colher rasa de sal de cozinha (3,5g) e 2 colheres de sopa cheias de açúcar (40g)). O soro pode ser utilizado por até 24 horas após seu preparo.
Refrigerantes e bebidas isotônicas não devem ser oferecidos às crianças menores de 5 anos na tentativa de evitar ou tratar a desidratação. Em situações de desidratação mais grave, a terapia de reposição oral deve ser realizada em ambiente hospitalar.
Orientações nutricionais
1) O princípio fundamental da orientação nutricional durante episódios de diarreia é tentar manter a alimentação da criança o mais próximo do normal para garantir a manutenção do peso e evitar o agravamento da doença;
2) Crianças que ainda estão em aleitamento materno devem continuar, mesmo na fase de hidratação oral. O leite materno apresenta baixa carga de solutos e é de excelente digestão, o que o torna bem tolerado pelo organismo infantil, mesmo durante o episódio de diarreia. Além disso, o leite materno também pode acelerar a recuperação dos danos causados à mucosa intestinal e prevenir o processo de desnutrição.
3) Os cuidados nutricionais com crianças que recebem aleitamento artificial dizem respeito à manutenção da diluição adequada por idade. Não é recomendado oferecer às crianças soluções mais diluídas, pois essa prática não reduz o tempo de duração da diarréia e pode contribuir para o agravamento do estado nutricional. A fórmula infantil deve ser oferecida cinco vezes ao dia ou mais, de acordo com a aceitação de cada criança;
4) Quando as crianças já recebem alimentos sólidos, os cuidados nutricionais dizem respeito apenas à oferta de alimentos em pequenas quantidades e, em intervalos mais curtos, para combater a perda de apetite. As refeições devem conter todos os alimentos que fazem parte da refeição quotidiana;
5) O leite representa uma excelente fonte de proteína e cálcio e é fundamental na prevenção e no tratamento da desnutrição. Em casos de intolerância, o leite deverá ser substituído por equivalentes isentos de lactose, mas com fontes adequadas de cálcio. É muito comum a introdução de bebidas à base de soja em crianças com diarreia, entretanto essas bebidas, em geral, não apresentam cálcio e vitamina D, em quantidades apropriadas, portanto, não devem ser consumidas como substitutos exclusivos do leite;
6) As carnes, além de fontes proteicas, representam as principais fontes alimentares de ferro e vitaminas do complexo B. Elas podem ser oferecidas moídas, cozidas e cortadas em pedaços pequenos ou mesmo desfiadas. A variedade na forma de preparo poderá contribuir para melhor aceitação das crianças, já que em geral, elas costumam rejeitar esse grupo de alimento por dificuldades na mastigação e intolerâncias digestivas. O ovo, apesar de apresentar elevado valor nutritivo, deve ser evitado durante os episódios diarreicos, pois podem causar maior fermentação intestinal e desconforto gástrico;
7) Os hidratos de carbono são fontes energéticas importantes e devem fazer parte de todas as refeições diárias. No pequeno-almoço o grupo de alimentos pode ser oferecido na forma de pão ou cereais. Pães torrados costumam ter melhor aceitação por crianças que apresentam enjoo matinal. Uma papa preparada com farinha de arroz ou amido pode ser uma excelente opção para crianças inapetentes. Essa preparação pode ser incrementada com adição de azeite de oliva no momento do preparo, com a finalidade de aumentar o valor calórico da refeição e impedir a perda de peso;
8) Arroz, batatas e outros tubérculos representam as fontes energéticas das refeições do almoço e jantar. Esses alimentos podem fazer parte de preparações como puré e sopa, que também podem ter seu aporte calórico aumentado com o incremento de azeite de oliva. Massas como esparguete são digeridas muito rapidamente e podem causar desconforto gástrico, assim, durante o episódio de diarreia, a recomendação é evitá-las. Entretanto, se as massas fizerem parte da alimentação quotidiana da criança ou se ela tolerar melhor esse grupo de alimento, elas deverão fazer parte da alimentação sem restrição, preferencialmente preparadas ao alho e óleo ou com molhos de tomate fresco;
9) É muito comum encontrar orientações que proíbem o consumo do feijão durante a doença diarreica. Essa recomendação não é fundamentada, excepto, em situações de intolerância digestiva causada pela fermentação natural dos grãos. Esse efeito pode ser amenizado com o procedimento adequando antes do cozimento, o que significa deixar os grãos de molho, em água abundante, por até seis horas. A água do molho deverá ser descartada antes de iniciar o cozimento, assim as substâncias fermentativas dos grãos são diminuídas e a tolerância digestiva melhora;
10) As frutas, além da energia proveniente dos hidratos de carbono são as principais fontes alimentares de vitaminas e minerais e devem estar presentes em todas as refeições diárias. Algumas frutas podem agravar a diarreia como o mamão e a ameixa devido ao seu efeito laxativo. O abacate deve ser evitado pelo elevado teor de gordura. Após a melhora do quadro, todas estas frutas poderão fazer parte da dieta infantil diária;
11) Todos os legumes podem fazer parte da alimentação infantil, preparados preferencialmente cozidos. É muito difundido o uso de alimentos fibrosos no tratamento da prisão de ventre, mas essas substâncias também podem ser utilizadas no tratamento da diarreia, principalmente as fibras dos legumes. Os vegetais folhosos devem ser evitados até que os episódios de diarreia cessem.
(*Citen- Centro Integrado de Terapia Nutricional)
Dicas úteis
Misture 1 gota dos óleos de gengibre, alfazema,e laranja diluídos em óleo de base vegetal. Massageie a região abdominal
Chás indicados: chá de maçã, chá de eucalipto
Fonte: Saúde
Obs.: Informações e orientações gerais. Para um melhor diagnóstico e plano alimentar personalizado procure um especialista em Saúde/Nutrição.