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Factores alimentares e nutricionais implicados na fisiopatologia da Enxaqueca

A muito se sabe da influência de alguns alimentos com os sintomas da enxaqueca, um mal que atinge milhares de pessoas em todo o mundo.
Esta Monografia relata a influência dos factores alimentares e nutricionais na fisiopatologia da Enxaqueca. Um estudo importante para estudantes, profissionais de nutrição  e saúde e para quem gosta de se manter informado a cerca desta patologia.
Segue resumo do estudo:
"A Enxaqueca é uma doença neurovascular crónica caracterizada por ataques de cefaleia episódicos e incapacitantes com sintomas autonómicos associados. Os mecanismos relacionados com a sua fisiopatologia ainda não estão completamente esclarecidos, mas a inflamação neurogénica e a vasodilatação das artérias meníngeas parecem ser os principais responsáveis pela dor na Enxaqueca.
A Enxaqueca tem uma elevada prevalência na nossa sociedade, bem como, um elevado impacto socio-económico e individual devido a debilidade física, a transtornos afectivos, a uma acentuada redução da capacidade de atenção e de aprendizagem na escola/emprego, a absentismo escolar/laboral e a procura de serviços médicos.
Indivíduos susceptíveis podem sofrer um ataque de Enxaqueca após a ingestão de determinados alimentos. Estes alimentos contêm certas substâncias químicas que influenciam a fisiopatologia da Enxaqueca em uma ou mais fases do ataque.
Esta monografia constitui uma revisão da literatura científica no que respeita á relação entre nutrição e fisiopatologia da Enxaqueca. Mais especificamente, foi objectivo deste trabalho investigar se factores alimentares e nutricionais são capazes de desencadear a Enxaqueca e se a modulação nutricional selectiva tem efeitos profiláticos no tratamento desta patologia.
De facto, a modulação nutricional, no que concerne á riboflavina, ao magnésio, à co-enzima Q10, aos ácidos gordos polinsaturados n-3 e à água, tem demonstrado grande eficácia na profilaxia da Enxaqueca. Deste modo, uma abordagem terapêutica envolvendo determinados nutrientes, em conjunto com um estilo de vida e alimentação saudável, pode ser eficaz no tratamento profilático da Enxaqueca.
Adicionalmente, a relação entre Enxaqueca e Obesidade tem atraído uma considerável atenção por parte da comunidade científica na última década.Embora a prevalência de Enxaqueca não varie com o índice de massa corporal, o risco da progressão de ataques de Enxaqueca episódica para a forma crónica demonstrou ser elevado em indivíduos obesos com Enxaqueca. A relação entre Enxaqueca e Obesidade e a função das adipocitocinas nesta relação ainda é desconhecida; existem apenas algumas hipóteses que serão abordadas nesta monografia. São necessários estudos prospectivos de forma a investigar se uma redução de peso em indivíduos obesos está associada a uma diminuição de
ataques de Enxaqueca."
Autora: Margarida Martins Oliveira
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