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Contaminação por E. coli na Europa

Escherichia coli é um dos microrganismo tido como habitante natural da flora microbiana do trato intestinal de humanos e da maioria dos animais de sangue quente, sendo portanto, normalmente encontrado nas fezes destes animais. Muitas cepas de Escherichia coli não são patogênicas.
São classificados como bastonetes retos, Gram negativos, não formadores de esporos, 2.0 – 6.0 m, x 1.1 – 1.5 m, possuem motilidade através de flagelos ou são imóveis. São anaeróbios facultativos e utilizam D-glicose e outros carboidratos com a formação de ácido e gás. 
Existem basicamente quatro diferentes grupos de Escherichia coli que tem sido relacionados com surtos de infecção alimentar, sendo classificados de acordo com: Propriedades de virulência; Sorotipos O:H; Interações com a mucosa intestinal; Síndrome clínica; Epidemiologia.
Os principais grupos de Escherichia coli são: Escherichia coli enteropatogênicaEscherichia coli enteroinvasivaEscherichia coli enterotoxigênica e Escherichia coli enterohemorrágica -- Entre os grupos patogênicos de Escherichia coli, este é provavelmente o mais importante em termos de infecções alimentares.
Saiba mais detalhes sobre os grupos, sintomas, patogenia, controlo e prevenção desta bactéria aqui

Notícias Sobre a contaminação na Europa
As recentes infecções pela bactéria E.coli, associadas a alimentos crus na Alemanha, nomeadamente vegetais como pepino ou tomate, e que já mataram 14 pessoas, fizeram com que a Direcção Geral de Saúde emitisse um documento com recomendações sobre esta infecção para Portugal.
O alerta surgiu primeiro associado ao consumo de pepinos (Reuters)
A infecção, que provoca gastroenterites agudas, a que os especialistas chamam síndrome hemolítico urémico, com cólicas abdominais, diarreia com sangue, febre moderada e vómitos, tem atacado sobretudo adultos, mulheres em especial.
A DGS afirma contudo que não há, para já, necessidade de tomar medidas adicionais, excepto as já necessárias boas práticas de higiene na manipulação de alimentos crus, que devem ser bem lavados. Nos documentos (http://www.dgs.pt/) emitido a DGS cita que continuará a apoiar a situação, através da sua Unidade de Apoio às Emergências de Saúde Pública.
As autoridades portuguesas estão em contacto permanente com outras entidades nacionais a par do caso, como o Ministério da Agricultura e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, para onde devem ser enviadas as análises de qualquer caso suspeito.
O comunicado diz que a DGS estará ainda em contacto com as autoridades internacionais , como o Centro Europeu de Prevenção e Controlo da Doença e a Organização Mundial da Saúde.
Fonte: Jornal Público
DGS
Saúde
Obs.:Tenhamos em mente os bons cuidados de higiene dos alimentos, para evitar a  contaminação pela E.coli e por outras bactérias que podem ser transmitidas através dos alimentos (principalmente, os ingeridos crus), sem necessidade de pânico e alarme que venham a provocar danos a saúde individual e coletiva.