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Reflexão: Sobre a "tirania" da felicidade permanente

"Vemos, hoje, uma necessidade extrema e urgente de se ser feliz, nada contra, aliás, muito pelo contrário, concordo que devemos procurar sempre os caminhos que nos conduzam a felicidade, pois para mim não existe um único caminho, mas várias trilhas e estradas que podem levar a cada um a sua idealização de felicidade, de estar feliz. Porém, fico a pensar o quanto cobramos das pessoas em estar ou mostrar-se sempre feliz, digo, sempre, todos os dias, a sorrir, a mostra-se alegre e feliz. Parece-me que essa cobrança é tanta que se alguém demonstrar, por um momento, o contrário, ou seja, um ar mais sério, introspectivo isso, aparentemente, parece motivo de ofensa ou de mal estar nos outros, talvez por não quererem ver reflectido o seu próprio lado nada risonho. Mas, afinal, para aqueles que crêem em Deus/Jesus Cristo, pergunto; por acaso, Jesus andava com ar sempre de felicidade, a rir, a sorrir, a gargalhar a toda gente? Na minha humilde e simplório interpretação, não. Pois, como Homem/Deus Ele sabia todas as fraquezas da nossa humanidade e o que o esperava e, por isso, era sereno, mas não sorridente. A exigência do sorriso ou do riso é própria do humano, rimos por que somos limitados e cheios de imperfeições, rimos por medo, rimos pela efemeridade da vida, enfim, rimos pela nossa incapacidade de lidar como o desconhecido, pois Jesus/Deus (os deuses) nunca rir (riem)."
Beijinhos nutritivos! 
Autoria: Silvelita Metelo