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A boa e velha sopa


Um Pouco de História

Ícone dos dias de inverno, esse alimento tão saboroso surgiu na pré-história, seguido da descoberta do fogo. Cozinhando directamente na brasa alimentos como carnes, peixes, plantas, o homem descobriu que a água poderia auxiliar muito na culinária, facilitando até mesmo a ingestão da comida. 
Grandes vantagens eram conseguidas: o alimento tornava-se mais saboroso e fácil de mastigar. Além disso, a água usada para cozinhar, retinha o sabor e os poderes nutritivos dos alimentos. 
Desde aí, surgiu a nossa famosa sopinha, tão tradicional não só nos dias mais frios, como também no Verão Seja frio ou calor, dê uma atenção especial à sua mesa: para deixá-la sempre bonita, abuse da decoração, usando pratos de sopa coloridos e até mesmo tigelinhas mais sofisticadas. 
Embora subestimada, a sopa tem características que a tornam um prato nutritivo e saudável. Além de barata e fácil de preparar, é uma boa opção para as suas refeições. 
Ainda que, nas últimas décadas, a sopa tenha, infelizmente, perdido alguma da sua importância nas dietas ocidentais, estudos nutricionais comprovam aquilo que os antepassados intuíam: a sopa é mesmo um alimento completo. O aparecimento dos estabelecimentos de fast food e ideias erradas sobre o tempo e dificuldade de preparação relegaram-na para prato opcional. 
No entanto, assiste-se hoje a um certo renascimento de práticas gastronómicas tradicionais, como provam vários festivais de gastronomia por todo o país (alguns dedicados exclusivamente à sopa).
É um elemento importante das dietas mediterrânicas e as suas vantagens são múltiplas, quer se trate de caldos, cremes ou purés, preparados em casa ou produzidos pela indústria alimentar. Mas os seus benefícios também dependem dos ingredientes, confeção e conservação. 

Combinação perfeita 

Produtos hortícolas, arroz, massa, azeite e, no caso das chamadas “sopas ricas”, carne ou peixe formam um conjunto ideal sob vários aspetos. 
Este é muitas vezes enriquecido com ingredientes próprios de cada local, como comprovam as gastronomias regionais, e que podem ainda variar com a época do ano. 
Após a cozedura, a digestão dos ingredientes torna-se mais fácil, embora a temperatura elimine algumas vitaminas mais sensíveis ao calor. Os sais minerais dissolvem-se no caldo e não se perdem, como acontece quando a água da cozedura não é aproveitada. Ferver a água por mais de sete minutos garante que microrganismos, parasitas e larvas sejam destruídos.
O odor da sopa estimula o apetite, embora tenha baixo teor calórico, a grande quantidade de fibras e a temperatura a que é consumida dão uma rápida sensação de satisfação. 

Preparação e conservação 

A escolha dos ingredientes determina, em grande parte, a qualidade da sopa que se pretende fazer. É importante verificar a qualidade dos legumes, nomeadamente a sua cor, cheiro e aspeto. Uma vez que os legumes começam a perder vitaminas assim que são colhidos, é importante que os consuma o mais cedo possível após os comprar. Lave-os bem em água corrente, antes de os descascar, por causa da sujidade e outros contaminantes. Os legumes congelados podem também ser uma boa opção.
Os caldos industriais, muitas vezes usados nas nossas casas, têm a desvantagem de conter aditivos, como os glutamatos, intensificadores de sabor que podem provocar o chamado “síndrome do restaurante chinês” (cujos sintomas são: insensibilidade na nuca, braços e costas, mal-estar, palpitações, dores de cabeça, rubor na cara, etc.). A sua utilização para a confeção de sopas em casa deve ser evitada.
A sopa pode ser conservada no frigorífico, num recipiente fechado, durante dois ou três dias. Se desejar congelá-la, faça-o o mais rapidamente possível, usando um recipiente apropriado. A descongelação deve ser feita em lume brando, banho-maria ou no frigorífico, mas nunca à temperatura ambiente. Sempre que possível, é boa ideia congelar a sopa já repartida em doses individuais, para não descongelar mais do que irá consumir.
Imagem: freepik

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