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Vitamina D: qual o seu papel na manutenção da saúde?

Como foi descoberta a vitamina D?
O isolamento da vitamina D, conhecida com calciferol foi retardado por ela ter sido confundida, por algum tempo, com a vitamina A. As duas são vitaminas lipossolúveis e, portanto, estão juntas na natureza.
Desde a Idade Média, o óleo de fígado de bacalhau tem sido usado como medicamento para o raquitismo, mas só no período da I Guerra Mundial a causa do raquitismo e as bases científicas para a cura foram estabelecidas. Foi descoberto depois que esse desenvolvimento anormal poderia ser contra atacado por um factor lipossolúvel que McCollum separou da vitamina A em 1922. Em 1924, Steenbock e Hess descobriram, independente e em simultâneo, que a radiação ultravioleta dava propriedades anti raquitismo a certos alimentos. Em 1930 a vitamina D foi isolada na forma cristalina e denominada calciferol. Em 1936, Windaus demonstrou que a pré-hormona natural encontrada na pele, que se transforma em calciferol com a irradiação ultravioleta, era o 7-deidrocolesterol. Em 1968 Blunt, De Luca e Schnoes descobriram que a forma metábolica ativa da vitamina D não era o calciferol, mas o 25-hidroxicolecalciferol. Desde então, mais metabólitos foram encontrados. O metabolismo da vitamina D tem sido esclarecido cada vez mais através de diversos estudos científicos que comprovam a sua grande importância para a manutenção da saúde.

Pontos importantes sobre a vitamina D

  • Ela é produzida na pele sob a influência da luz sol (UVB), e maximizada a níveis da exposição solar que não queima a pele.
  • O metabolismo da vitamina D ocorre no fígado e nos rins, mas, também, em outros tecidos que incluem a pele, as células do sistema imunitário, epitélio intestinal, da próstata, e da mama.
  • É encontrada na maioria das células e não apenas naquelas que estão envolvidas com a homeostase (equilíbrio) óssea e mineral (ossos, intestino, rim).
  •  Tem ampla ação na maioria dos processos fisiológicos e patológicos.
  • Estudos em animais indicam que a vitamina D tem efeitos benéficos sobre vários tipos de cancro(câncer), hipertensão arterial, doenças cardíacas, distúrbios imunológicos (esclerose mútipla, diabetes, lúpus, outras) .
  • O nível provável de ingestão de vitamina D ideal para a saúde do esqueleto, e outros benefícios no organismo  e de 600-800IU (unidades internacionais) no sangue.
Quais os níveis normais de Vitamina D (25 hidroxiVitamina D ou 25 OH VD) no sangue?
Os níveis medidos de vitamina D (25 OH) no sangue variam entre valores de suficiência a deficiência grave.
  • Suficiência: > 30 ng/mL
  • Insuficiência: < 30-20 ng/mL
  • Deficiência: < 20 ng/mL
  • Deficiência grave: < 5 ng/mL
Necessidade diária recomendada 
A vitamina D é requerida ao longo de toda a vida. Admite-se que o adulto normal obtenha vitamina D suficiente através da exposição à luz solar e da ingestão eventual de pequenas quantidades nos alimentos, como peixes, leite e outros produtos alimentares enriquecidos de vitamina D.
A suplementação de vitamina D em adultos saudáveis é considerada desnecessária, excepto se estiverem protegidos da luz solar ou viverem em países de longos e rigorosos Invernos. Nestes casos especiais, uma pequena suplementação diária de vitamina D é pode ser desejável. 
Para a manutenção do nível normal de Vitamina D no organismo, em geral se recomenda a ingestão de 200 a 400 UI de colecalciferol por dia. Níveis maiores que 150 ng/mL são capazes de levar à toxidade.
Fontes dietéticas
A vitamina D na alimentação é encontrada somente em pequenas quantidades muito variáveis, em manteiga, nata, gema de ovo, fígado, peixes, óleo de peixe, gordura do leite e alimentos enriquecidos. As melhores fontes dietéticas são os óleos de peixe. Isto significa que a vitamina D está presente em uma alimentação rica em gorduras, o que é contra à disposição atual que indica e propaga a exclusão de alimentos gordos da dieta com o objetivo de manter ou perder o peso corporal.

A Vitamina D é acumulativa e em excesso pode causar prejuízo ao organismo. Tem verdade essa estória?

Sim é verdade. Sabe-se que a hipervitaminose D (excesso da vitamina) pode ocorrer e causar alterações patológicas ao organismo. Estas alterações, são calcificações excessivas do osso e de tecidos moles, tais como os rins (incluindo os cálculos renais), pulmões, membrana timpânica do ouvido (pode resultar em surdez). Cefaleias, náuseas são sintomas frequentes do excesso de Vitamina D. Em crianças pode levar a transtornos gastrointestinais, fragilidade óssea, e retardo do crescimento.

Recomendação da nutricionista: Antes de se auto medicar com suplementos de vitamina D, procure fazer análises ao sangue para saber como anda o seu nível sérico dessa vitamina, pois a deficiência é prejudicial ao organismo, mas o seu excesso, também.

Fontes: PubMed
Krause&Mahan
Imagens: Pixgood
Para saber mais A poderosa vitamina D