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Agora é a vez deles...Andropausa seja bem vinda!.


Fiz, recentemente, uma matéria sobre a menopausa (processo natural do organismo de toda mulher), agora é a vez de falar deles e desta fase especial que, também, atinge a maioria dos homem a qual damos o nome de andropausa (a menopausa dos homens).

Assim como as mulheres os homens também passam por processos de transformações hormonais ao entrar na andropausa por volta dos 50 anos.

A andropausa ou hipofunção testicular são  alguns termos usados para classificar uma diminuição progressiva da produção de testosterona em homens após os 50 anos. 
A testosterona é responsável por características associadas com o homem como: voz grossa, barba, pêlos, musculatura, pomo de adão e a capacidade reprodutora. A partir dos 40 anos, ocorre uma diminuição de 1,2% por ano nos níveis circulantes de testosterona livre. Logo aos 70 é cerca de 35% menor que os de um adulto jovem.

Quais são os sinais ou sintomas da andropausa?

O começo geralmente ocorre por volta dos 60 anos. Quanto maior a diminuição da testosterona maiores são os problemas que podem incluir: diminuição da massa muscular; aumento da gordura corporal; diminuição do desejo sexual;
problemas de memória; osteoporose e osteopenia (ossos frágeis); diminuição do volume testicular; dificuldade de concentração; depressão (mau humor, desânimo, dificuldade em sentir prazer); sensação de calor excessivo.

Como é feito o diagnóstico da andropausa?

Para verificar o possível quadro de andropausa, devem ser feitos testes de sangue, que medem o índice de testosterona livre e total e o nível de prolactina, que, se elevado, reduz a testosterona, podendo iniciar um processo de dificuldades de erecção. Os testes de erecção devem ser feitos por um urologista e deve ser medida a densidade óssea. Mesmo na andropausa os homens não deixam de produzir espermatozóides e, portanto, continuam férteis.

Qual o tratamento é indicado para a andropausa?

Reposição hormonal -  só deve ser feita quando os níveis de testosterona estão abaixo de 300 ng/dL para evitar possíveis efeitos colaterais indesejados como aumento no risco de doenças cardiovasculares, policitemia vera (excesso de células sanguíneas), apnéia do sono (falta de ar durante a noite), hepatotoxicidade (desgaste do fígado), ginecomastia (raro acumulo de gordura no peito), hipertensão e principalmente de doenças na próstata.

Os possíveis benefícios da reposição hormonal são, restauração da massa óssea, força muscular e estrutura corporal; melhora no desejo e desempenho sexual; melhora do humor e da qualidade de vida;
melhora das funções cognitivas; melhor metabolização de hidratos de carbono e gorduras; a
A reposição hormonal de testosterona pode ser feita por comprimidos, adesivos, implantes subcutâneos ou injecções de testosterona intra musculares regulares.
Exame de próstata são necessários para prevenir cancro (câncer) e outras doenças.

Outros tratamentos recomendados:

Pratica de actividade física (exercícios aeróbicos) diários, alimentação balanceada rica em fibras, com pouca gordura e açúcares (preferir gorduras instauradas e hidratos de carbono complexos), manter uma vida sexual activa e fazer psicoterapia para lidar com stress, depressão e falta de desejo sexual.
Suspender o tabaco (se for fumador) e o consumo (exagerado) de álcool, 

Obs.: Informações e orientações gerais. Para um diagnóstico e tratamento consulte um profissional de saúde especializado.

Fonte: Wikipédia
Imagem: dreamstime.com