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Amêijoas - Um dos mariscos típicos do verão português

Você já provou amêijoas?




As propriedades dos mariscos

Sob a designação de marisco agrupam-se dois grupos de animais marinhos comestíveis: os moluscos e os crustáceos. Os moluscos são animais de corpo mole, cobertos por uma concha com uma ou duas valvas e são muito variados na sua forma e tamanho: da pequena amêijoa ao caracol marinho, passando pela ostra, o mexilhão, o berbigão, nas navalhas e as lapas. Os crustáceos integram um grupo formado por animais tão distintos como o camarão, as gambas, a sapateira, os caranguejos, os lavagantes, as lagostas e os lagostins. Têm o corpo coberto por uma carapaça que renovam várias vezes ao longo da vida.


Em termos de características nutricionais, os mariscos são ricos em proteínas, vitaminas e minerais ao mesmo tempo que apresentam um valor calórico modesto. A grande maioria fornece vitaminas B12, necessária à formação dos glóbulos vermelhos e à manutenção de um sistema nervoso saudável, em quantidades abundantes e também zinco, elemento fundamental à produção de proteínas, cicatrização de feridas e desenvolvimento dos órgãos reprodutores. São vários os mariscos que contêm igualmente uma grande quantidade de outras vitaminas e minerais, em maior ou menor proporção, incluindo as vitaminas B1, B2 e niacina, cálcio, magnésio e iodo.


Os mariscos são também fontes de selénio, elemento que promove, juntamente com a vitamina E, o crescimento e a fertilidade normais do organismo. O selénio é um potente antioxidante que desempenha um papel importante na luta contra o cancro. De todos os mariscos, o lavagante parece ser aquele mais rico em selénio; o berbigão, o mexilhão, a vieira e o camarão são igualmente boas fontes deste elemento. Apesar de apresentar um elevado teor de colesterol, o marisco é pobre em gordura. Tal como acontece com o peixe gordo, o marisco contém pequenas quantidades de ácidos gordos essenciais que conferem protecção cardiovascular. São igualmente importantes para que as membranas das células do cérebro e da retina do olho se mantenham saudáveis.

Alguns cuidados a ter:


– Qualquer que seja a variedade, os moluscos e os crustáceos devem comprar-se muito frescos: rejeite os que tiverem odor desagradável ou que estejam abertos ou secos;


– Consuma o marisco no próprio dia em que o comprou;


– Verifique se os mexilhões, ostras, berbigões e amêijoas estão bem fechados antes de os cozinhar. Toque nas conchas abertas com uma faca e, se não se fecharem, deite-as fora. Depois de serem cozinhadas, todas as conchas devem estar abertas: rejeite as que ficarem fechadas.


– Nunca leva para casa marisco apanhado na praia (mexilhão, por exemplo) a menos que tenha a certeza absoluta que a zona não está poluída.


– Compre crustáceos não muito grandes, mas bem “cheios”: a membrana que cobre a cauda deve estar bem esticada. Além disso, devem libertar um odor agradável e os olhos devem ter brilho. Sempre que possível compre os crustáceos vivos, já que desta forma a sua frescura é garantida e são mais saborosos.




Amêijoas


Com arroz ou com massa, na cataplana, ao natural, de cebolada, de fricassé, salteadas ou à Bulhão Pato, as amêijoas são um petisco muito apreciado nos dias quentes de Verão.


Em Portugal, as amêijoas são uma das iguarias mais procuradas e, habitualmente são servidas à Bulhão Pato (cozinhadas com alho, coentros, azeite e vinho branco) e acompanhadas com pão caseiro. Para quem quer confeccionar este prato em casa deve começar por escolher bem na hora de comprar. As amêijoas são bivalves, pelo que têm uma grande tendência para acumular toxinas, o que obriga a ter cuidados redobrados. Tal como os outros mariscos, as amêijoas vivas devem ser compradas em locais autorizados, que as conservem no frio, sem contacto com o Sol ou com poeiras. Por outro lado, se optar por comprar amêijoas congeladas, comece por verificar a data de validade das mesmas e, depois, escolha uma embalagem que não se encontre danificada. Já em casa, as amêijoas, tanto frescas como as congeladas, devem ser lavadas com água fria corrente e, depois, postas a demolhar num recipiente com água e sal, durante duas a três horas, e novamente passadas por água para retirar toda a areia. Durante a cozedura, é normal algumas amêijoas não abrirem a concha, que não deve ser forçada. No final, retire as amêijoas fechadas, pois estas não devem ser consumidas.


Um marisco bom para tratar a anemia


"A sua composição nutricional é intrinsecamente merecedora de grande destaque, pois, para além de baixo valor calórico e lipídico (contendo ainda assim quantidades generosas de ácidos gordos ómega 3), as amêijoas - atendendo até à forma como são consumidas - são autênticos shots de ferro e vitamina B12. Não desprezando todo o restante cardápio nutricional, no qual se destacam a vitamina A, o zinco, o selénio e o cálcio, é nos dois primeiros micronutrimentos que reside o maior foco de interesse deste bivalve, que se torna assim um autêntico cocktail antianémico. livro "50 Super Alimentos Portugueses", Matéria-Prima Edições, 2012

Receita Amêijoa à Bulhão Pato

Ingredientes:


1 kg de amêijoa 

3 dentes de alho
5 colheres (sopa) de azeite 
5 colheres (sopa) de vinho de mesa branco (uso apenas o sumo de limão)
1/2 limão
1 molho de coentros
Sal q.b.
Pimenta preta moída q.b.

Preparação: Aproximadamente 20 minutos


Passe as amêijoas por água e deixe-as escorrer. Descasque os dentes de alho e pique-os finamente. De seguida, deite-os para um tacho, adicione o azeite e leve ao lume, deixando aquecer bem.


Acrescente as amêijoas, o vinho, o sal, uma pitada de pimenta, o sumo do limão e os coentros picados.


Tape o tacho e deixe cozinhar até as amêijoas abrirem, sacudindo o tacho de vez em quando.


Sirva com fatias de pão e decore a gosto com gomos de limão.


Fontes: fikafriu

protegeoqueebom

Bons petiscos!

Beijinhos nutritivos.