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Perda de peso - Uma leitura cientifica

E lá se foram as férias de 2017...
E para voltar ao ritmo, um poster com um tema numa abordagem cientifica, sempre presente no dia a dia do profissional nutricionista e de todos aqueles que, se interessam pelas questões relacionadas a perda de peso, emagrecimento, obesidade e tudo que envolve o mundo dos programas de redução de peso ou dietas.
No meu trabalho de pesquisa encontrei no scielo um
posicionamento oficial do American College Of Sport Medicine, muito interessante, sobre programas adequados e inadequados para a perda de peso. Mesmo sendo da década de 90, o seu conteúdo é tão atual  que resolvi partilhar com vocês.
Nomeadamente, o artigo refere, mesmo não citando o termo intermitente, sobre o mais falado método de emagrecimento do momento, o "jejum intermitente". "Desde os primeiros trabalhos de Keys et al.22 e Bloom23, que indicaram que uma redução importante na ingestão calórica ou jejum (dietas de fome) reduziam rapidamente o peso corporal, surgiram várias dietas da moda e programas de redução de peso baseados em métodos de jejum e jejum modificado. Ao mesmo tempo que estes programas prometem e em geral conseguem rápidas reduções de peso, também trazem riscos clínicos importantes." SCIELO
Extrato de parte  do artigo. Aconselho uma leitura completa do texto.
"Milhões de indivíduos participam atualmente de programas para reduzir o peso corporal. Com a enorme quantidade de programas inadequados de tal natureza e um grande desconhecimento por parte de muitos sobre este assunto, faz-se necessário estabelecer orientações para programas adequados de redução ponderal.
Com base nas evidências científicas disponíveis a respeito dos efeitos da perda de peso sobre o estado de saúde, os processos fisiológicos envolvidos e os parâmetros da composição corporal, o American College of Sports Medicine estabelece as seguintes afirmações e recomendações para programas de redução de peso.
Neste posicionamento, o peso corporal será representado por dois componentes: peso de gordura e peso magro (água, eletrólitos, minerais, reservas de glicogênio, tecido muscular e ósseo, etc.).
1.O jejum prolongado e as dietas que impõem restrições importantes à ingesta calórica são indesejáveis do ponto de vista científico e podem ser perigosos do ponto de vista médico;
2.O jejum e as dietas que restringem de forma importante a ingestão calórica provocam perda de grandes quantidades de água, eletrólitos, minerais, reservas de glicogênio e tecido magro (incluindo proteínas contidas nos tecidos magros), com quantidades mínimas de perda de gordura;
3.Uma restrição calórica leve (500 a 1.000kcal menos do que a ingestão diária habitual) resulta em menor perda de água, eletrólitos, minerais e tecido magro e menos provavelmente causará má nutrição;
4.O exercício dinâmico de grandes grupos musculares ajuda na manutenção do tecido magro, incluindo a massa muscular e a densidade óssea e resulta em reduções do peso corporal. A perda de peso conseqüente a um aumento do gasto energético se dá principalmente na forma de peso de gordura;
5.A estratégia recomendada para redução de peso envolve uma dieta nutricionalmente correta que provoca uma restrição calórica leve, associada a um programa de exercícios de endurance, junto com uma modificação comportamental envolvendo hábitos alimentares. A taxa de redução de peso não deve ultrapassar 1kg por semana;
6.Para manter um controle ponderal adequado e percentuais ótimos de gordura corporal, é necessário um compromisso por toda a vida com hábitos alimentares adequados e atividade física regular.
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Imagem: Freepik
Continuação de um bom verão e de férias para que as está a começar agora.
Beijinhos nutritivos. 

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